Há uns meses, não me lembro onde, mas li algo que me deixou numa grande reflexão, sobre o luto tal como o conhecemos e vivemos principalmente no mundo ocidental.
Dizia algo como isto, a maneira como encaramos a morte é vivemos o luto no mundo ocidental é das maiores manifestações de egoísmo do ser humano. Vivemos o luto e a morte de alguém que nos é querido ou próximo, com base no eu, eu, eu!
A minha reflexão, quando perdemos alguém somos invadidos com um tempestade gelada dilacerante e petrificadora pela ideia de, como vai ser agora a nossa vida, como vamos viver sem a presença dela, como vamos voltar a ser felizes sem ela. Ruminamos no pensamento, de injustiça, não é justo ela desaparecer assim, porque isto tinha que me acontecer agora. Somos invadidos pela culpa descontrolada de que podíamos ter feito tanta coisa diferente, podíamos ter dito tantas coisas que não dissemos, podíamos ter estado mais presentes.
Fomos assim construídos, sem sequer darmos espaço à visão de que a morte e o luto não é sobre nós, não deve ser sobre nós.
Esquecemos de celebrar quem parte do plano físico, esquecemos de dar lugar e enaltecer o legado, os ensinamentos, as vivências que quem partiu nos deixou, escolhemos a raiva, tristeza, injustiça, ao invés, do acolhimento e celebração do que foi a vida de quem parte, passamos a venerar um pedaço de terra com os restos mortais em sua honra, quando podíamos honrar diariamente se aplicassemos no nosso dia dia o legado que nos foi deixado por quem partiu.
Temos uma visão muito escura, sombria e ainda muito estereotipada de tabu sobre a morte e o luto.
A coisa mais natural e a única certeza que todos temos na vida é a morte, no entanto preferimos viver na negação de falar e de abrir novas perspectivas sobre a morte.
Se quiserem partilhar tenho muita curiosidade sobre a vossa opinião desta publicação 🙌🏽
Morte & Luto
SOBRE MIM
Constantemente Inconstante, poderia ser este o meu nome. Chamo-me Indira, sou portuguesa a viver na Suíça, apaixonada por artes no geral, amo a minha liberdade, sou uma curiosa sobre o ser humano, uma sonhadora incurável, vibro com a lua, mergulhada no auto conhecimento, sempre na busca de um equilíbrio saudável entre corpo, mente e alma, um turbilhão de sonhos e vontades e projectos, não sei ser uma coisa só, não sei ser sempre a mesma coisa, às vezes sou tudo ao mesmo tempo, às vezes sou só algumas coisas, outras vezes sou apenas energia a fluir, expandir e todas as suas possibilidades.

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